A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Saúde, inicia nesta segunda-feira (2) a campanha Março Amarelo – Cólica Não é Normal, com foco na conscientização sobre a endometriose. A mobilização integra o Mês Mundial de Conscientização sobre a doença e busca orientar a população sobre sinais de alerta, diagnóstico e tratamento.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao que reveste o interior do útero fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se instalar em órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga, causando inflamação, dor persistente e, em alguns casos, infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a condição atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e pode comprometer significativamente a qualidade de vida, com reflexos na rotina pessoal e profissional.

Para ampliar o acesso à informação, a Secretaria de Comunicação produziu folhetos que serão distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Ao longo do mês, as redes sociais oficiais da Prefeitura também veicularão vídeos com especialistas abordando o tema da campanha. Palestras nas salas de espera das UBSs reforçarão as orientações diretamente às usuárias do sistema. A iniciativa atende à Lei Nº 7.158, de autoria da vereadora Bruna Magalhães, sancionada pelo prefeito Murilo Félix em 2025. 

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Sintomas
Entre os principais sintomas da endometriose estão cólicas menstruais muito intensas, dor pélvica fora do período menstrual, dor durante a relação sexual, dor ao evacuar ou urinar e dificuldade para engravidar. No entanto, a doença também pode apresentar sinais que se confundem com outras condições, como inchaço abdominal frequente, constipação ou diarreia — especialmente no período menstrual —, náuseas, cansaço excessivo, dor lombar e dor ao urinar ou evacuar.

A diretora de Atenção Primária à Saúde, Denise Ferro, faz um alerta: cólicas intensas e dor durante a relação sexual não devem ser encaradas como algo comum. Segundo ela, quando os sintomas comprometem as atividades diárias, o desempenho profissional ou o bem-estar, é fundamental buscar avaliação médica. “Se esses sintomas interferirem na rotina da mulher, eles merecem atenção”, afirma. “A naturalização da dor pode retardar o diagnóstico por anos e agravar o quadro”, completou. 

A recomendação é que a mulher procure a unidade de saúde mais próxima e agende consulta médica para avaliação e encaminhamento adequados. A conduta terapêutica é definida de forma individualizada e pode incluir medicamentos hormonais, controle da dor, cirurgia em casos específicos e acompanhamento multiprofissional. O foco é reduzir os sintomas, evitar a progressão da doença e promover mais qualidade de vida.

FONTE/CRÉDITOS: Redes