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A China anunciou neste sábado (2) a autorização para que 183 empresas brasileiras de café, 30 de gergelim e 41 produtoras de farinha de aves e suínos passem a exportar seus produtos ao mercado chinês. A decisão, divulgada pela Embaixada da China no Brasil em nota publicada na rede social X (antigo Twitter), reforça a parceria comercial entre os dois países e surge em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro.
A medida ocorre simultaneamente à confirmação de novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que acende um alerta no setor. Estima-se que cerca de 35% dos grãos de café importados pelos EUA são de origem brasileira. Diante do chamado “tarifaço”, o governo federal e entidades do setor vêm articulando a ampliação de mercados alternativos para reduzir a dependência norte-americana.
Entre os destinos estratégicos que ganham força, estão China e Índia, especialmente no que diz respeito ao café. A ampliação do acesso ao mercado chinês é vista como uma resposta rápida e eficiente para mitigar os impactos das barreiras comerciais impostas por Washington.
Além do café, o gergelim também teve avanço expressivo: a quantidade de estabelecimentos brasileiros autorizados a exportar o produto à China passou de 31 para 61, conforme dados da GACC (Administração-Geral das Alfândegas da China). Já as empresas produtoras de farinha de aves e suínos agora somam 41 unidades habilitadas.
A abertura desse novo leque de exportações representa não apenas uma vitória diplomática, mas também um alívio para diversos segmentos do agronegócio, que vinham pressionando por alternativas frente às tensões comerciais com os Estados Unidos.
Publicado por:
Everton Crepaldi
Everton Crepaldi, 38, jornalista formado pela UNIMEP, empresário de eventos, formado em Marketing e estudante de Direito. Ex-proprietário da EveonTV, é CEO do Grupo Agora de Comunicação, destacando-se em mídia e inovação.
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