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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026
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Política

Derrite desiste de equiparar crime organizado a terrorismo

Sob pressão de governistas e da Polícia Federal, que alertaram para risco de perda de prerrogativas e autonomia, relator do projeto antifacção muda estratégia, mas promete manter linha dura contra o crime organizado

Everton Crepaldi
Por Everton Crepaldi
Derrite desiste de equiparar crime organizado a terrorismo
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O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) anunciou nesta terça-feira (11) que fará uma nova alteração no texto que elabora sobre o projeto antifacção. O parlamentar desistiu de equiparar crimes cometidos por organizações criminosas ao terrorismo, como previa a proposta original.

“Vamos manter um texto duro, isso eu não abro mão desse marco legal do combate ao crime organizado. Enquanto a lei de terrorismo continua do jeito que está, o marco legal contra o crime organizado aumenta as penas de prisão”, afirmou Derrite em entrevista coletiva.

A mudança ocorre após críticas do governo Lula, da Polícia Federal e de integrantes do Ministério Público. A proposta inicial do relator previa alterar a lei de combate ao terrorismo, o que, segundo a PF, criaria problemas e limitações à atuação da corporação.

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Derrite rebateu as críticas e negou que tenha recuado. “O que você chama de recuo eu chamo de estratégia para beneficiar a população”, justificou. Ele também classificou como “narrativa” a ideia de que sua proposta restringiria o trabalho da Polícia Federal.

Durante a coletiva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o diálogo: “Nós fizemos já toda uma construção dessa pauta, e não seria agora que nos negaríamos a dialogar. Ao final, quem ganha é o país. Eu vejo aqui um momento de grande construção política”, afirmou.

Mudanças após polêmica

Como a repressão a terroristas é competência exclusiva da União, as polícias estaduais ficariam fora da atuação prevista no texto original. Para contornar isso, Derrite fez uma primeira alteração: incluiu que parte dos crimes seria de competência dos Estados.

O deputado disse ter tomado conhecimento da polêmica por meio da imprensa.

Essa mudança, porém, gerou reação entre os interlocutores da Polícia Federal. Nesta terça-feira, Derrite chegou a sugerir que bastaria à PF solicitar autorização ao governo estadual para atuar, mas novamente foi alvo de críticas.

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Everton Crepaldi

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Everton Crepaldi

Everton Crepaldi, 38, jornalista formado pela UNIMEP, empresário de eventos, formado em Marketing e estudante de Direito. Ex-proprietário da EveonTV, é CEO do Grupo Agora de Comunicação, destacando-se em mídia e inovação.

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