O ex-diretor-geral da Polícia Federal, Silvinei Vasques, foi preso após tentar deixar a América do Sul utilizando documento falso. Segundo informações apuradas, ele pretendia sair do Paraguai com destino ao Panamá, tendo El Salvador como parada final da viagem.

Silvinei havia rompido a tornozeleira eletrônica e estava foragido da Justiça brasileira. Ele foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão no processo que apura sua participação na chamada trama golpista, envolvendo ações para interferir no processo democrático do país.

A tentativa de fuga chamou ainda mais atenção das autoridades pelo momento em que ocorreu: poucos dias após a visita do deputado federal Nikolas Ferreira a El Salvador, o que levantou suspeitas e levou investigadores a reforçarem o monitoramento de possíveis rotas de evasão internacional utilizadas por aliados políticos.

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A prisão ocorreu após autoridades identificarem inconsistências nos documentos apresentados por Silvinei durante a tentativa de embarque. Ele foi detido e permanece à disposição das autoridades competentes, enquanto os órgãos de segurança apuram se houve apoio logístico ou facilitação na fuga.

O caso reacende o debate sobre o uso de tornozeleiras eletrônicas, a fiscalização de condenados de alto risco e os desdobramentos das investigações relacionadas aos ataques contra o Estado Democrático de Direito.