O Governo Federal anunciou uma atualização no sistema de classificação indicativa voltado para aplicativos digitais, incluindo jogos e plataformas de entretenimento. A novidade é a criação de uma nova faixa etária — indicada para crianças a partir dos 6 anos — que passa a integrar o modelo de recomendação adotado em todo o país. A medida acompanha o crescimento do uso de dispositivos móveis por crianças e o desafio de equilibrar acesso, segurança e conteúdo apropriado.
A nova classificação se soma às faixas já conhecidas (livre, 10, 12, 14, 16 e 18 anos) e pretende oferecer orientação mais precisa aos pais e responsáveis, especialmente diante de aplicativos com recursos interativos, compras integradas e publicidade direcionada. De acordo com o governo, a mudança considera critérios como linguagem, violência, conteúdo sexual e influência de terceiros, incluindo aspectos de coleta de dados e estímulo a comportamentos de risco.
Além de definir a faixa etária, o governo também passa a classificar formalmente aplicativos, não apenas jogos eletrônicos, como ocorria anteriormente. Isso inclui plataformas de streaming, redes sociais e outros serviços digitais que tenham impacto direto sobre o público infantil e adolescente. A intenção é criar uma padronização nacional, em sintonia com normas internacionais de proteção à infância no ambiente digital.
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Especialistas avaliam que a medida é um passo importante para reduzir a exposição precoce a conteúdos inadequados, mas alertam que a classificação sozinha não substitui o acompanhamento familiar. O desafio, apontam, está em garantir que as empresas cumpram as diretrizes e que os usuários compreendam o significado de cada faixa.
Com o novo sistema, o Brasil busca atualizar sua política de proteção digital infantojuvenil, alinhando-se à realidade de um mundo cada vez mais conectado — onde a infância e a tecnologia caminham lado a lado, exigindo responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade.

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