Após fracassar em tentativas anteriores de leiloar apenas parte do imóvel, a Justiça do Trabalho determinou a penhora da área total do castelo do cantor sertanejo José Rico, em Limeira (SP). Avaliada em R$ 15,1 milhões, a decisão abre caminho para que toda a mansão seja levada a leilão com o objetivo de garantir o pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo artista, que morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos.
A penhora é uma medida judicial que bloqueia bens do devedor para assegurar a quitação de débitos. Embora o imóvel continue pertencendo ao espólio, ele fica vinculado ao processo e pode ser leiloado ou repassado ao credor para encerrar a pendência judicial.
Localizado na Estrada Municipal LIM-486, às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), o castelo possui mais de 100 quartos e uma área total de 48 mil metros quadrados. Em novembro do ano passado, uma empresa chegou a apresentar uma proposta de R$ 1,6 milhão pela área total do imóvel, mas a oferta foi rejeitada por ficar muito abaixo do valor de avaliação.
Juiz aponta entraves para venda parcial
Na decisão proferida em 9 de dezembro, o juiz substituto da 2ª Vara do Trabalho de Americana (SP), Marcelo Luis de Souza Ferreira, destacou a dificuldade de vender apenas parte do bem. Segundo ele, fatores como a crise financeira, o alto custo de manutenção e conclusão da obra, além das próprias ordens judiciais de leilão, acabaram travando projetos já anunciados para o local.
Entre as ideias que chegaram a ser divulgadas estavam a criação de um museu dedicado à trajetória de José Rico e a implantação de um hotel temático, propostas que nunca saíram do papel.
Em entrevista ao programa Fantástico, em outubro de 2014, José Rico falou sobre a ligação emocional com a mansão. “Ali é meu mundo. Ali estou construindo para mim e para os meus”, afirmou o cantor, revelando o significado pessoal do castelo que hoje se tornou centro de uma longa disputa judicial.

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