Anualmente, de acordo com as tradições afro-brasileiras, um determinado Orixá irradia a sua energia durante o novo ciclo. Para os adeptos, a divindade traz características e direcionamentos específicos para os acontecimentos e vibrações durante o período.
Alexandre Meireles, babalorixá, xamã e dirigente há 30 anos do terreiro de Umbanda Círculo de Irradiações Espirituais São Lázaro, na zona sul de São Paulo, contou que o ano de 2026 será regido por Oxóssi, popularmente conhecido como o senhor das matas, rei do Ketu (Nação de Candomblé), da caça e da fartura. Além de representar a busca, o conhecimento e a sobrevivência com sabedoria.
Caçador ágil e atento, ele não desperdiça: sua flecha é certeira, simbolizando foco, precisão e escolhas mais conscientes. “Será um ano de desapego e aprofundamento, de maior contato com a natureza, tanto a interna quanto a externa. Um período que favorece o desejo de ir à praia, à cachoeira, à mata, aos bosques e parques, de pisar na terra.", explica o espiritualista.
Oxóssi no sincretismo religioso
"Okê Arô" ou "Arolé" são algumas formas de saudar o Orixá que, no sincretismo religioso — estratégia adotada pelos povos africanos escravizados para preservar o culto às suas divindades diante da imposição do cristianismo — é associado a santos católicos como São Sebastião, na maior parte do Brasil, e São Jorge, especialmente na Bahia.
Além do campo religioso, Oxóssi também ocupa um lugar central na cultura e na música brasileira, especialmente em obras que exaltam a ancestralidade e a natureza.

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