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Quem chega bem aos 90 tem isso em comum
Treino de força, alimentação de verdade, sono e constância são hábitos
recorrentes entre pessoas que envelhecem com autonomia.
Chegar aos 90 anos não é, por si só, garantia de qualidade de vida. Especialistas em
envelhecimento saudável costumam repetir uma ideia simples: o que determina como uma
pessoa vai envelhecer é, em grande parte, a forma como ela vive hoje. O problema não é fazer
aniversário. É chegar lá fraco, dependente e limitado.
O básico que sustenta um corpo forte por décadas
Entre os hábitos mais associados a envelhecimento com independência, quatro se repetem
com frequência.
Treino de força
Mais do que estética, ele está ligado à proteção do corpo. Ajuda a manter massa muscular,
melhora estabilidade, reduz risco de quedas e preserva a capacidade de realizar tarefas
simples do dia a dia, como subir escadas, carregar compras e levantar da cadeira.
Alimentação de verdade
Um padrão alimentar mais equilibrado, com foco em comida de verdade, contribui para energia,
recuperação e saúde metabólica, além de favorecer manutenção de massa magra ao longo do
tempo.
Sono
Dormir bem é parte do processo de reparo do corpo. É no descanso que o organismo regula
funções essenciais para recuperação muscular e controle de estresse.
Rotina e consistência
O diferencial quase nunca é a intensidade pontual. É a repetição. O hábito praticado com
regularidade por anos costuma ser mais determinante do que fases curtas de empolgação.
Quando o básico vira privilégio, entra a política pública
Se o caminho para envelhecer melhor passa por hábitos simples, um obstáculo aparece para
milhões de pessoas. O acesso. Academia, clubes e estrutura para exercício ainda são caros
em muitas regiões e inexistentes em outras. Por isso, cresce a discussão sobre políticas
públicas que incentivem atividade física na terceira idade.
É nesse contexto que o deputado estadual Felipe Franco apresentou, na Assembleia
Legislativa de São Paulo, o Projeto de Lei nº 384/2025, que autoriza a criação do programa
Vale Academia para Idosos, com um auxílio mensal de R$ 100,00 destinado a pessoas com 60
anos ou mais para utilização em academias e centros de atividade física credenciados pelo
poder público.
A justificativa do projeto afirma que a proposta busca promover saúde, bem-estar e qualidade
de vida na população idosa por meio do incentivo à prática regular de atividades físicas.
Impacto esperado e próximos passos
A proposta também cita um efeito indireto relevante. O estímulo a hábitos preventivos pode
reduzir a incidência de doenças crônicas e, com isso, diminuir gastos públicos relacionados a
tratamentos prolongados, tema recorrente em políticas de saúde baseadas em prevenção.
O PL 384/2025 segue em tramitação na Alesp e passa por análise nas comissões antes de
avançar nas próximas etapas legislativas.
Por que esse debate importa
A pergunta por trás do tema é direta. Atividade física vai continuar sendo um privilégio de quem
pode pagar ou vai se tornar uma política de acesso, pensada para toda a população, inclusive
no interior. Em um estado que envelhece rapidamente, o assunto sai do discurso e vira agenda
pública.
Se você quer transformar longevidade em autonomia, a discussão não é só sobre viver mais. É
sobre viver melhor.
Publicado por:
DANI DINAH
Dani Dinah, nascida em SP, é formada em beleza e terapias holísticas. Hoje é colunista da TV Agora e de outros veículos, compartilhando tendências, dicas e insights do universo da estética e bem-estar.
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