O relator da proposta de anistia na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou que não há mais espaço no Congresso para aprovar uma medida que beneficie de forma irrestrita todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e na tentativa de golpe de Estado.

"A única coisa que a cada dia, cada minuto fica mais claro é que a anistia ampla, geral e irrestrita não existe mais. Nós não estamos nem mais falando em projeto de anistia, falamos de um projeto que possa pacificar o Brasil", declarou em entrevista ao GloboNews Mais.

Paulinho, que também é presidente nacional do Solidariedade, foi escolhido na quarta-feira (17) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para relatar o tema. Após reunião nesta quinta-feira (18), ele anunciou que trabalhará em uma versão de “meio-termo” do texto.

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A proposta, que teve regime de urgência aprovado no plenário, poderá ser votada diretamente sem passar pelas comissões. O relator destacou que seu objetivo é construir um texto que busque conciliação, mas sem abrir espaço para a impunidade irrestrita.

Durante o debate, Paulinho também fez críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele “toca fogo no parquinho” ao insistir em discursos e ações em defesa de uma anistia total, incluindo seu pai e todos os condenados pelos ataques golpistas.

Agora, a expectativa é de que o novo relatório seja apresentado nos próximos dias, em meio à pressão de diferentes bancadas e setores políticos que se dividem entre a defesa da punição exemplar e o apelo por pacificação nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Redes