Nascido em 12 de maio de 1941, na cidade de Valença, Sérgio Vieira Chapelin é um dos nomes mais respeitados do jornalismo televisivo no Brasil. Dono de uma voz inconfundível e postura serena diante das câmeras, ele marcou gerações ao comandar alguns dos principais telejornais e programas da televisão nacional.
Início no rádio e chegada à televisão
Antes de conquistar espaço na TV, Chapelin iniciou sua carreira como locutor de rádio. Atuou em emissoras tradicionais como a Rádio Nacional, a Rádio MEC e a Rádio Jornal do Brasil, onde desenvolveu a habilidade de comunicação que se tornaria sua marca registrada.
Em 1972, estreou na TV Globo como apresentador do Jornal Hoje, substituindo Ronaldo Rosas. No mesmo ano, passou a dividir a bancada do Jornal Nacional com Cid Moreira, consolidando-se rapidamente como um dos principais âncoras do país.
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Protagonismo em programas de destaque
Ao longo de sua trajetória na Globo, Chapelin esteve à frente de atrações de grande repercussão. Foi apresentador do Fantástico e tornou-se o primeiro âncora do Globo Repórter, programa que comandou por 23 anos e que se transformou em referência no jornalismo documental brasileiro.
Em 1983, deixou a emissora para apresentar o programa Show sem Limite, no SBT. No entanto, a experiência foi breve, e ele retornou à Globo no ano seguinte. A partir de 1989, voltou à bancada do Jornal Nacional e, posteriormente, dedicou-se integralmente ao Fantástico até 1992.
Após quase 50 anos de serviços prestados à emissora, Chapelin se despediu oficialmente em 27 de setembro de 2019, encerrando sua participação no Globo Repórter e anunciando sua aposentadoria.
Legado no jornalismo brasileiro
Sérgio Chapelin construiu uma carreira marcada pela credibilidade, profissionalismo e compromisso com a informação. Reconhecido por colegas e pelo público, recebeu diversos prêmios ao longo da vida e deixou um legado duradouro no telejornalismo brasileiro.
Fora das telas, mantém uma vida mais reservada e possui uma fazenda em Itamonte, no sul de Minas Gerais, onde passou a dedicar mais tempo após a aposentadoria.
Sua trajetória permanece como exemplo de dedicação e excelência na comunicação, sendo lembrado como uma das vozes mais emblemáticas da história da televisão no Brasil.
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